terça-feira, 22 de março de 2011

Passion


Acelera os batimentos, cria esperanças e imagens na mente. Bambeia as pernas. Dilata as pupilas. A força da gravidade parece mudar de direção, atraindo seu corpo ao objeto de paixão. O instinto se funde com o desejo e desta mistura surge o impulso da provocação. As brincadeiras recheadas de verdades, os olhares, os toques e as risadas. O desejo, a vontade, as provocações. A paixão em seu clímax, com o gosto do quero mais, aquele romance de mistério cujas páginas seguintes fazem nada além de atiçar a curiosidade. Os sorrisos ao lembrar do rosto querido. Impaciência pelo dia seguinte. Vaidade em alta, insegurança também. O medo de se machucar combinado com o querer irrefreável, a fome da paixão. Loucura. Planejamento, obsessão. O esperar, o lento tic-tac do relógio. Suar frio, sorrir quando se quer gritar de prazer. Estremecer com o toque, querer se aproximar; impulso difícil de refrear. Momentos, detalhes. Sorrisos, olhares. A poesia que cresce no peito, os pensamentos. O medo, o querer. A insegurança, o não poder. Insanidade, paranóia. Redundância. O perfume conhecido, impregnado em todos os cantos, parece lhe perseguir. Lembranças. Intenso. Rápido. Não tão profundo como o amor, mas, certamente, poderoso como o tal.
E, no fim, só um olá já é o bastante.

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