terça-feira, 22 de março de 2011

Suffocating


Nenhum deles sabia, nenhum conhecia ou se importava. O mundo é egoísta e os sentimentos são demasiadamente intensos. O mundo sangra, nós também. Estão todos perdidos em suas próprias ilusões, vivendo sem um propósito. Sorrisos falsos, xingamentos clamados, sexo com estranhos, bebidas fortes que giram a cabeça e embrulham o estômago. O nada, o tudo. O suicídio, o medo de morrer. O momento de horror ao encarar o próprio reflexo no espelho. O incerto, o futuro nada promissor. O tic-tac do relógio que contava seu tempo restante. Pessoas que conversavam, indiferentes aos outros, às situações. Eles derretiam, esvaeciam e só sobrava o sangue. Vermelho, brilhante. Tentador. Bonito. Um corte, a ardência prazerosa e o vermelho atraente. Como uma fonte, transbordava. Pontos negos na visão, a dormência iminente. O tic-tac mais alto, mais rápido. A escuridão, o futuro que não existe mais. A dor de uma vida, esvaecendom transbordando. Palpitações. Ninguém se importava e o mundo sangrava. Tortura, escuridão eterna.
O tic-tac silenciou.

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